Novo vídeo expõe tentativa de ataque durante evento com Donald Trump

Um vídeo divulgado pelas autoridades mostra os momentos cruciais que antecederam um incidente de tiros no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, ocorrido no último sábado (25). O evento contou com a presença do presidente Donald Trump e outros funcionários do governo, sendo realizado no hotel Washington Hilton, em Washington D.C.

As imagens capturam o suspeito, identificado como Cole Tomas Allen, atravessando uma porta em um corredor que leva a um ponto de verificação de segurança. A tensão aumenta quando, segundos depois, um policial e seu cão se aproximam da mesma porta, que dá acesso a corredores com elevadores.

O policial permanece na porta, observando o corredor por aproximadamente 12 segundos, enquanto seu cão entra e sai do local. Durante esse período, o ângulo da câmera não permite a visualização de Allen. A situação se agrava quando o policial e o cão se viram para se retirar, e um segundo depois, o suspeito emerge correndo pela porta, empunhando uma espingarda e avançando em direção ao posto de segurança. Conforme relatado pelos promotores, o vídeo demonstra um confronto a tiros entre Allen e um oficial do Serviço Secreto, embora não fique claro no momento em que Allen teria disparado sua arma.

Promotoria detalha a ação do suspeito

A promotora dos EUA de D.C., Jeanine Pirro, cujo escritório está conduzindo o caso, afirmou que o vídeo evidencia Allen atirando contra o mesmo policial que estava na porta. Ela enfatizou, ao publicar o vídeo online, que “não há evidências de que o tiroteio tenha sido resultado de fogo amigo”.

Antes das filmagens do confronto, o vídeo exibe Allen circulando pelos corredores e áreas do hotel na noite de sábado. Segundo a promotora, essas cenas indicam que o suspeito estava em atividade de vigilância no local, o que reforça a gravidade da situação.

Advogados não contestam prisão, mas promotores insistem em demonstrar perigo

Embora os advogados de defesa de Cole Tomas Allen não tenham se oposto a um pedido para mantê-lo detido durante o andamento do processo, os promotores buscaram apresentar evidências que demonstrem o porquê de considerarem Allen uma ameaça significativa. O juiz, no entanto, considerou a apresentação como uma perda de tempo, visto que o suspeito não contestava a moção de prisão.

Apesar disso, a equipe de Pirro arquivou o vídeo junto com outras imagens de Allen, do seu quarto de hotel, um cartucho de espingarda deflagrado e outros armamentos e equipamentos que o suspeito supostamente possuía. Entre os itens apreendidos estão uma pistola, facas e fita adesiva, detalhando o arsenal que Allen teria à disposição.

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