Transtornos e Prejuízos Marcando a Rotina de Passageiros do Trensurb Devido a Bloqueio de Vias e Intervenções Externas

Um dia de caos se instalou para os usuários do Trensurb nesta segunda e terça-feira, com a operação de trens e estações sendo drasticamente afetada. Um acidente envolvendo um caminhão na BR-116, que transportava blocos de concreto, resultou na queda de parte da carga sobre os trilhos, interrompendo o fluxo normal do transporte público.

A situação foi agravada por uma intervenção do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em um viaduto sobre a via férrea, adicionando mais um obstáculo à normalização do serviço. Passageiros enfrentam longos atrasos, custos elevados e a incerteza sobre quando a rotina será restabelecida.

As informações foram divulgadas pela Trensurb e pelo Dnit, que detalharam as causas e as ações em andamento para resolver a crise. A prioridade, segundo as empresas, é garantir a segurança dos usuários em meio às complexas operações de desobstrução e reparo.

Acidente na BR-116 Interrompe Circulação e Causa Danos à Infraestrutura

O incidente que desencadeou os transtornos ocorreu na noite de domingo (12), quando um caminhão tombou em uma alça de acesso à BR-116. A carga de blocos de concreto se espalhou, com parte dela caindo diretamente sobre os trilhos do Trensurb. Os blocos de concreto causaram danos significativos à rede de energia e ao sistema de sinalização do metrô, o que exigiu a paralisação imediata das operações.

Desde então, a Trensurb tem operado de forma parcial, com ônibus gratuitos realizando o transbordo de passageiros entre as estações São Luis, Petrobras, Esteio, Luiz Pasteur e Sapucaia. A estação Sapucaia, que chegou a ser reaberta, teve que ser fechada novamente no início da manhã desta terça-feira, aumentando a frustração dos usuários.

Dnit Interfere em Viaduto e Atrasos se Prolongam

A Trensurb informou que a circulação dos trens não foi normalizada devido a uma intervenção externa do Dnit no viaduto sobre a via férrea. Segundo a autarquia, a obra de alargamento do viaduto na BR-116/RS em Canoas teve um imprevisto na madrugada desta terça-feira. Durante a operação de içamento de uma laje antiga, a peça, já cortada e separada, apresentou trincas, gerando risco de queda sobre a linha do trem.

Para garantir a segurança, a atividade foi suspensa imediatamente. A peça trincada permanece presa ao guindaste, sem movimentação. O Dnit informou que equipes foram acionadas e um segundo guindaste está a caminho para realizar um novo corte na peça e viabilizar a conclusão do serviço. A previsão inicial era de liberação do trecho até o meio-dia desta terça-feira.

Passageiros Relatam Perdas e Desespero com a Situação

A paralisação e a operação parcial do Trensurb têm gerado um impacto severo na rotina dos passageiros. Usuários relataram que, na segunda-feira, precisaram buscar alternativas de transporte que chegaram a custar até 12 vezes mais e triplicaram o tempo de deslocamento para chegar ao trabalho ou a outros compromissos. A incerteza sobre a normalização do serviço aumenta a ansiedade e o prejuízo.

A Trensurb reforçou que o trabalho para normalizar a operação foi intenso e contínuo, mas que a segurança dos usuários e empregados é a prioridade absoluta. A empresa segue em diálogo com o Dnit para que as condições seguras sejam restabelecidas o mais breve possível, buscando minimizar os transtornos causados por essa crise inesperada.

Dnit Garante Estabilidade Estrutural do Viaduto, Foco na Peça Danificada

Em nota, o Dnit esclareceu que não há instabilidade estrutural no viaduto em si, e que o problema ocorreu especificamente com a peça da laje que estava sendo removida. A autarquia reiterou que as obras estão sendo desenvolvidas fora do horário de circulação dos trens, entre 0h30 e 3h40. A substituição da superestrutura e o complemento de largura do viaduto são os objetivos da obra.

A previsão de conclusão do serviço e liberação do trecho para a circulação normal dos trens foi estimada para por volta das 12h desta terça-feira. A resolução depende da conclusão bem-sucedida da operação de corte e remoção da peça danificada, com a segurança como principal fator a ser considerado em todas as etapas.

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