Caminhão-pipa é visto distribuindo água em Caracas após fortes terremotos deixarem moradores sem o recurso essencial.

A Venezuela foi abalada por dois terremotos de grandes magnitudes na noite de quarta-feira (24), causando **centenas de mortes e feridos**, além de **desabamentos e destruição** em diversas cidades. A força dos abalos, de 7,2 e 7,5, foi tamanha que também foi sentida em regiões do Norte do Brasil.

Em meio ao cenário de destruição e apreensão, a falta de água potável se tornou uma nova preocupação para os moradores de Caracas. A situação levou à **distribuição emergencial de água por caminhões-pipa** em bairros da capital venezuelana, como o Belo Monte.

As imagens que mostram a fila de moradores com garrafas plásticas em busca de água foram registradas pelo empresário brasileiro Vagner Bezerra, que está em Caracas a trabalho e relata a **dificuldade de acesso à água potável** após os tremores. As informações e imagens foram enviadas com exclusividade ao g1, conforme divulgado pelo veículo.

O relato de um brasileiro em meio ao desespero em Caracas

Vagner Bezerra, roraimense de 50 anos, descreveu o **momento de pânico** quando os terremotos atingiram a cidade. “Bem na hora que começou o jogo do Brasil, liguei a televisão e sentei na cama para assistir. De repente, começou a tremer bem devagar. Eu pensei: ‘O que está acontecendo?'”, contou o empresário.

Ele relatou que o tremor se intensificou rapidamente, levando-o, junto com um amigo, a buscar segurança. “Quando chegamos lá, o tremor ficou muito forte. Dava muito medo. É uma sensação que não tem como descrever. Você fica sem entender o que está acontecendo”, disse Vagner.

O empresário descreveu que objetos caíram de um armário e que ele pegou apenas a chave do apartamento e correu pelas escadas. “Tinha muita gente desesperada na rua. Acho que tudo durou uns 40 segundos, quase um minuto”, completou.

Impactos dos terremotos e a busca por segurança

Embora a área onde Vagner se encontra tenha sofrido menos impactos, ele mencionou que **fachadas de prédios caíram**. No entanto, em outras regiões, como La Guaira, Catia e Candelária, a situação foi **bem pior, com desabamentos de prédios e muitas mortes**, segundo o relato dele.

Por orientação das autoridades venezuelanas, Vagner e outras pessoas permaneceram na rua por quase quatro horas, devido ao **risco de réplicas**. O governo venezuelano registrou pelo menos 20 tremores secundários após os abalos principais.

Tristeza e consternação em meio à tragédia

A venezuelana Tibisay Del Valle, que está de férias no país, também sentiu o tremor em Anzoátegui. Ela relatou que, embora o movimento tenha sido forte, os impactos em sua região foram menores que em Caracas e La Guaira. “Aqui em casa não aconteceu nada, graças a Deus, mas foi um movimento muito forte”, afirmou.

Tibisay expressou a **tristeza geral no país** diante do alto número de vítimas. “Muitas pessoas ficaram feridas e outras morreram, porque ficaram debaixo dos escombros. Muitas casas e edifícios desabaram completamente. Todos estamos consternados”, concluiu.

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