Rio2C: Brasil se consolida como epicentro da criatividade latino-americana, impulsionando talentos nacionais para o cenário mundial.
O Rio de Janeiro se transformou no palco de um dos maiores encontros de criatividade da América Latina, o Rio2C. O evento, que reúne profissionais de audiovisual, moda, música e tecnologia de mais de 30 países, destacou em seu primeiro dia a projeção da cultura brasileira em telas de TV, cinema e dispositivos móveis ao redor do globo.
Esta celebração vibrante da criatividade é um terreno fértil para a troca de ideias e a geração de negócios em um mercado que movimenta a economia e gera milhões de empregos no Brasil. A tecnologia democratizou a produção de conteúdo, ampliando os horizontes para a imaginação.
No entanto, como aponta o repórter Hélter Duarte, a facilidade de produção traz um desafio crucial: a relevância do conteúdo. É nesse contexto que iniciativas como a campanha “Brasilidade”, da Globo, ganham destaque, explorando a profunda conexão da emissora com a identidade nacional.
Globo celebra “Brasilidade” e sua conexão com o público
A campanha “Brasilidade”, apresentada no Rio2C, reforça o compromisso da Globo em contar histórias que ressoam com o público brasileiro e que também encantam o mundo. William Bonner, apresentador do Globo Repórter, destacou no palco principal do evento a essência brasileira da emissora.
“A Globo é brasileira, tem alma brasileira. E a campanha que está sendo lançada hoje trata exatamente disso, dessa conexão da Globo com o Brasil”, afirmou Bonner. Ele ressaltou que o amor pelo país e a valorização da pluralidade brasileira são chaves para tocar o coração dos espectadores.
Multiformato e alcance: a estratégia da Globo para todas as gerações
Manuel Belmar, diretor de Produtos Digitais, explicou a estratégia da Globo em alcançar diferentes públicos em diversas plataformas, seja na TV, streaming, cinema ou celular. A compreensão profunda do Brasil é o motor que alimenta a criatividade da emissora.
“Compreender o Brasil é o alimento para a criatividade”, declarou Belmar, enfatizando como a emissora adapta seu conteúdo para cada geração e momento do dia, garantindo relevância e conexão.
O poder dos documentários brasileiros e o talento nacional em ascensão
Em uma mesa mediada por Pedro Bial, o sucesso dos documentários brasileiros foi celebrado. Bial atribuiu esse êxito à excelência da produção audiovisual nacional, destacando o talento de profissionais, artistas, técnicos, jornalistas e cineastas.
O Globoplay atingiu a marca de 100 documentários originais, incluindo “Territórios – Sob o Domínio do Crime”. O repórter Paulo Renato Soares, entrevistado na série, explicou o objetivo de “Territórios”: desvendar as causas e o estado atual de questões complexas no Brasil, incentivando os entrevistados a irem além do discurso cotidiano.
Valorização das potências regionais e a força do audiovisual brasileiro no exterior
A atriz Dira Paes mediou um painel sobre telefilmes que promovem atores e equipes locais, exibidos na Globo e disponíveis no Globoplay. Treze projetos já foram produzidos, fortalecendo a representatividade regional.
“O Brasil não só conhece o Brasil através do audiovisual, mas essa identidade de reconhecimento, porque às vezes você mora no Sudeste, mas seus pais vieram do Pará. Então, como é essa relação com sua ancestralidade? Eu acho que isso tudo se conecta porque o Brasil é um país de migrantes”, explicou Dira Paes, ressaltando a importância de dar visibilidade às potências regionais.
O Oscar para “Ainda Estou Aqui”, uma produção original Globoplay, e o anúncio do filme “No Jardim do Ogro” pela atriz Alice Braga, reforçam o excelente momento do audiovisual brasileiro no mercado internacional. Alice Braga enfatizou a importância de investir nos talentos e nas histórias brasileiras.
“Eu acho que a gente está vivendo um momento muito importante, que mostra a força da nossa cultura, que mostra como é importante a gente investir nas nossas histórias, no nosso cinema”, disse Alice Braga. Ela concluiu destacando que investir no audiovisual é impulsionar uma indústria que gera impostos, trabalho e, acima de tudo, comunicação e auto-reconhecimento para o público.