Leapmotor B10: O SUV Elétrico Chinês que Imita a Tesla Chega ao Brasil Buscando Seu Espaço
O mercado de SUVs elétricos no Brasil está cada vez mais competitivo, especialmente com a chegada de modelos vindos da China. O mais recente integrante dessa lista é o Leapmotor B10, um veículo 100% elétrico que busca se destacar com um visual minimalista e inspirações diretas em carros da Tesla. Posicionado a R$ 182.990, ele entra na briga com rivais como o BYD Yuan Pro, Omoda E5 e GAC Aion V, prometendo uma experiência de condução tecnológica.
O modelo chinês aposta em elementos que remetem aos veículos da marca americana, como a chave em formato de cartão, o teto solar panorâmico fixo e um acabamento interno em tom único. Essa estratégia visa atrair consumidores que valorizam design clean e funcionalidades modernas, mas a grande questão é se a originalidade e a criatividade foram deixadas de lado em favor da inspiração. O Leapmotor B10 cumpre sua função, mas a falta de identidade própria é um ponto a ser considerado.
Para avaliar o desempenho e os atributos do Leapmotor B10 em solo brasileiro, o g1 teve a oportunidade de dirigir o SUV em um percurso que incluiu trechos urbanos em São Paulo e uma viagem de estrada até Cabreúva, no interior paulista. A seguir, apresentamos as principais percepções sobre este novo elétrico chinês e se ele tem o que é preciso para se sobressair em um segmento tão disputado. A análise abrange desde o design externo até a experiência de condução e o custo-benefício, conforme informação divulgada pelo g1.
Design Externo: Funcionalidade Acima da Originalidade
O visual externo do Leapmotor B10 é marcado pela simplicidade, o que, para muitos, pode beirar a falta de criatividade. Linhas discretas, uma frente com grade reduzida, luzes de rodagem diurna separadas dos faróis principais e maçanetas embutidas na carroceria são características comuns em diversos SUVs chineses atuais. Essa semelhança com rivais pode fazer com que o modelo seja facilmente confundido, diminuindo seu apelo de diferenciação.
Apesar da falta de ousadia no design, a carroceria do Leapmotor B10 foi pensada para favorecer a aerodinâmica. Essa preocupação com a fluidez do ar contribui diretamente para uma maior autonomia da bateria a cada recarga, um ponto crucial para veículos elétricos. Em resumo, o design não é o ponto forte em termos de beleza ou originalidade, mas cumpre bem sua função prática.
Interior Inspirado na Tesla: Minimalismo e Tecnologia em Evidência
Ao adentrar o Leapmotor B10, a inspiração nos modelos da Tesla se torna ainda mais evidente. O interior minimalista abriga um teto solar panorâmico fixo, que não oferece abertura, e uma central multimídia de 14,6 polegadas que concentra a maioria dos comandos. Ajustes de retrovisores, controle dos faróis e até a abertura da cortina do teto solar são acessados por meio desta tela.
O volante, com apenas quatro botões e duas rodas giratórias, tem suas funções alteradas conforme o menu selecionado na central. A alavanca de câmbio, posicionada atrás do volante, também é utilizada para ativar o piloto automático. A experiência é complementada pela chave em formato de cartão, um toque de modernidade.
Um detalhe curioso no interior são os furos localizados à frente do passageiro. Na China, a Leapmotor oferece acessórios personalizáveis para esse espaço, como bonecos e luzes. Embora ainda não vendidos oficialmente no Brasil, os encaixes estão presentes e podem ser utilizados para prender objetos, como sacolas.
Desempenho e Condução: Adaptações para o Brasil e um Motor Contido
Em termos de dirigibilidade, o Leapmotor B10 apresenta um acerto mais adequado para o público brasileiro em comparação com outros modelos da marca, como o Leapmotor C10. A posição de dirigir é elevada, característica esperada em um SUV médio, e a suspensão mais firme absorve bem os impactos de buracos e remendos na cidade, além de proporcionar maior estabilidade em curvas na estrada. A Leapmotor afirma ter realizado melhorias na suspensão traseira, rigidez das molas e ajuste dos amortecedores.
O motor elétrico entrega 218 cv de potência, mas o torque de 24,5 kgfm pode dar a sensação de um desempenho mais contido nas arrancadas. Apesar disso, o veículo não apresentou dificuldades em ultrapassagens, mesmo com dois adultos a bordo durante o teste. A tração traseira é bem controlada, evitando sustos para motoristas não familiarizados com esse tipo de configuração, algo incomum em SUVs.
Um ponto que pode incomodar alguns motoristas é o volante excessivamente leve, que facilita manobras, mas pode transmitir uma sensação de falta de conexão com a estrada em velocidades mais altas. A direção, embora não seja