Investigadora da Polícia Civil relata agressões e tentativa de feminicídio em Belo Horizonte
Uma servidora da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) foi vítima de violência doméstica e tentativa de feminicídio em Belo Horizonte. O caso ocorreu no bairro Floresta, na Região Leste da capital, e o suspeito, ex-companheiro e primo da vítima, foi preso em flagrante no último domingo (3).
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, a investigadora relatou que o relacionamento de aproximadamente um ano com o suspeito era conturbado e marcado por ciúmes. As agressões teriam se intensificado após o término do namoro, culminando em ameaças graves e agressões físicas.
As autoridades foram acionadas e o homem detido. Ele foi levado para uma delegacia especializada em atendimento à mulher, onde a prisão em flagrante por tentativa de feminicídio foi ratificada. A Polícia Civil também solicitou medida protetiva para a vítima e a conversão da prisão do suspeito em preventiva. Conforme informações divulgadas pela Polícia Militar, o suspeito apresentou uma versão diferente dos fatos durante o depoimento.
Relato da vítima descreve ameaças com arma e tesoura
A investigadora contou que o relacionamento foi encerrado no sábado (2), após uma discussão iniciada na sexta-feira (1º). Segundo o boletim, o suspeito foi até o hospital onde a vítima trabalhava e, na saída, impediu que ela deixasse o local, puxando seus cabelos. Ao ser informado sobre o fim do relacionamento, o homem reagiu com ameaças de morte.
Ainda de acordo com o relato da vítima, o suspeito colocou um revólver na cabeça dela e a ameaçou com uma tesoura, além de agredi-la fisicamente. Ele também teria levado alguns pertences da investigadora, incluindo a arma dela.
Tentativa de fuga e confronto com a polícia
No dia seguinte, o suspeito retornou ao endereço da vítima no bairro Floresta, acompanhado de um amigo, com a intenção de devolver os pertences. A investigadora informou que deu voz de prisão, mas o homem não obedeceu e tentou fugir de carro. Houve luta corporal, durante a qual o suspeito tomou a arma da investigadora e a apontou para a cabeça dela. Ele só percebeu que o revólver estava sem munição.
O homem acelerou o veículo, dirigindo de forma perigosa até ser contido pela polícia. Durante a tentativa de fuga, ele ainda teria voltado a agredi-la, sendo impedido por populares que passavam pelo local. O carro do suspeito foi apreendido pelas autoridades.
Versão do suspeito e desdobramentos do caso
O suspeito apresentou uma versão distinta dos acontecimentos. Ele alegou que houve agressões mútuas no sábado e que não percebeu que dinheiro e um revólver estavam entre os pertences que pegou. Afirmou que no domingo apenas devolvia os itens e que tomou a arma da investigadora por medo de ser disparado.
A Polícia Militar informou que ofereceu atendimento médico a ambos os envolvidos, mas eles recusaram. A Polícia Civil esclareceu que a prisão em flagrante do suspeito foi ratificada por tentativa de feminicídio, e medidas adicionais para a proteção da vítima e a continuidade do processo foram solicitadas.