Operação da Polícia Federal afasta funcionário da Caixa em Caxias por suspeita de fraude bancária
A Polícia Federal realizou uma operação nesta quinta-feira (24) em Caxias, resultando no afastamento de um funcionário da Caixa Econômica Federal. A ação, parte da Operação Logchain, investiga crimes eletrônicos contra a instituição financeira.
O funcionário é suspeito de utilizar seu acesso privilegiado e credenciais para alterar dados cadastrais de clientes sem autorização. O objetivo seria viabilizar transferências de dinheiro, especialmente via PIX, para contas de terceiros.
As investigações contam com a colaboração da própria Caixa Econômica Federal. O esquema, segundo a PF, envolvia alterações diretas nos sistemas internos, sem o conhecimento dos titulares das contas, o que foi comprovado por meio de imagens de monitoramento.
Esquema de fraude com PIX e acesso privilegiado
Conforme apurado pela Polícia Federal, o funcionário em questão é **suspeito de usar seu acesso privilegiado e credenciais funcionais** para modificar dados de clientes sem qualquer permissão. Essa alteração permitia que ele realizasse **transferências via PIX** para contas de destinatários que, segundo as investigações, eram recorrentes no esquema.
As modificações eram feitas diretamente nos sistemas internos da Caixa, de forma que os titulares das contas **não tinham conhecimento das alterações realizadas**. A constatação foi possível através de análise de imagens de monitoramento interno, que detalharam a ação fraudulenta.
Apreensões e prejuízo financeiro identificado
Durante a operação, a Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão. Foram recolhidos **celulares, computadores, mídias digitais e documentos**. O objetivo principal dessas apreensões é detalhar o funcionamento completo do esquema e identificar outros possíveis envolvidos na fraude.
O **prejuízo financeiro identificado até o momento soma R$ 91.835,36**. No entanto, a Polícia Federal ressalta que este valor pode aumentar consideravelmente após a análise minuciosa dos materiais apreendidos. O funcionário afastado poderá responder por crimes como associação criminosa, estelionato majorado e furto qualificado, caso as suspeitas sejam confirmadas pelas investigações.