Ex-presidente Bolsonaro demonstra boa evolução após cirurgia no ombro e permanece sob cuidados médicos
O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado no Hospital DF Star, em Brasília, neste sábado (2), após a realização de uma cirurgia no ombro na sexta-feira (1). O procedimento ocorreu sem intercorrências, conforme informado pela equipe médica.
Um boletim médico divulgado ao meio-dia de sábado indicou que Bolsonaro “apresentou boa evolução e bom controle álgico”, demonstrando alívio da dor e recuperação satisfatória. A equipe médica monitora de perto o estado de saúde do ex-presidente.
A equipe responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro é composta por profissionais renomados, incluindo o ortopedista Alexandre Firmino Paniago, o cirurgião geral Claudio Birolin, os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, e o diretor geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges. As informações foram divulgadas para tranquilizar familiares e apoiadores. Conforme boletim médico divulgado ao meio-dia deste sábado, o Bolsonaro “apresentou boa evolução e bom controle álgico [da dor]”.
Prisão domiciliar humanitária e autorização para cirurgia
A autorização para que Jair Bolsonaro fosse submetido à cirurgia no ombro partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Ele é o responsável pela execução penal do ex-presidente, que cumpre pena em regime de prisão domiciliar humanitária.
Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão, no âmbito da ação penal relacionada à trama golpista. A decisão de conceder a prisão domiciliar, em 24 de março, foi uma medida humanitária, após o ex-presidente ter sido internado anteriormente para tratar uma pneumonia bacteriana no mesmo hospital privado.
Reabilitação e acompanhamento médico contínuo
A equipe médica informou que o ex-presidente seguirá internado e sob observação. Medidas preventivas contra trombose serão mantidas, e um protocolo de reabilitação motora e funcional já foi iniciado. O objetivo é garantir a recuperação completa e o retorno às atividades normais.
A prisão domiciliar humanitária concedida por Alexandre de Moraes tem um prazo inicial de 90 dias. Ao final deste período, o ministro reavaliará a necessidade de manutenção do benefício, podendo solicitar novas perícias médicas para determinar o estado de saúde de Bolsonaro. Antes da prisão domiciliar, o ex-presidente esteve detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha.