Passageira de carro de aplicativo é morta após briga de trânsito no RJ; policial civil é suspeito do disparo fatal
Um trágico incidente chocou a cidade do Rio de Janeiro na noite desta quinta-feira (7). Uma passageira de um carro de aplicativo, identificada como Thamires Rodrigues de Souza Peixoto, de 30 anos, foi morta com um tiro após o motorista do veículo em que estava se envolver em uma briga de trânsito na rua Professor Henrique Costa, na Taquara, zona sudoeste da capital fluminense.
A vítima, que seria homenageada pela filha em uma festa de Dia das Mães nesta sexta-feira (8), chegou a ser levada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Cidade de Deus, mas não resistiu aos ferimentos. O caso revolta familiares e amigos, que clamam por justiça.
Segundo informações apuradas pela CNN Brasil, o atirador seria um policial civil. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da confusão, mostrando um carro branco, supostamente do policial, e um carro preto, onde estava a vítima. A Polícia Civil já representou pela prisão do suspeito, que se apresentou e foi conduzido para prestar depoimento.
Policial Civil suspeito se apresenta e é afastado
De acordo com as informações da ocorrência, o motorista do carro de aplicativo teria discutido com outro motorista após realizar uma manobra. Durante o desentendimento, o policial civil teria efetuado disparos contra o veículo, atingindo Thamires Rodrigues de Souza Peixoto nas costas. O autor dos disparos fugiu do local logo após o ocorrido.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) agiu rapidamente para identificar o autor do crime. O policial civil suspeito se apresentou em uma delegacia distrital e foi encaminhado à DHC na tarde desta sexta-feira (8). A Corregedoria-Geral de Polícia Civil (CGPOL) informou que o servidor foi afastado de suas funções, um procedimento foi instaurado e as investigações estão em andamento.
Passagens anteriores do suspeito e impacto na família
Fontes ligadas à investigação revelaram que o agente suspeito já teve problemas com a justiça anteriormente, tendo sido preso por uso de documento falso no primeiro mês em que ingressou na Polícia Civil. A notícia da morte de Thamires deixou sua família e amigos devastados, especialmente pela proximidade da data em que ela seria celebrada.
Pessoas próximas à Thamires relataram que ela aguardava ansiosamente uma homenagem da filha em uma festa de Dia das Mães, que ocorreria no dia seguinte ao trágico evento. A perda prematura de Thamires deixa um vazio imenso e levanta questionamentos sobre a segurança e o comportamento de agentes públicos em situações de conflito.
Investigações em andamento e compromisso da Polícia Civil
A Polícia Civil reiterou, em nota, que não compactua com nenhum tipo de desvio de conduta e reafirmou seu compromisso em combater o crime e defender a sociedade. Diligências adicionais estão em andamento para o completo esclarecimento dos fatos que levaram à morte de Thamires Rodrigues de Souza Peixoto. A corporação busca garantir que a justiça seja feita e que os responsáveis sejam devidamente punidos.
O caso serve como um doloroso lembrete dos perigos que podem surgir de conflitos de trânsito e da importância de medidas de segurança e de controle emocional, especialmente quando envolvidos profissionais de segurança pública. A investigação busca apurar todas as circunstâncias que levaram a essa fatalidade.