Justiça afasta vereador de Ourinhos do cargo após investigação sobre desvios na arrecadação de feira agropecuária
O vereador João Vitor Gonçalves da Silva (PP), de Ourinhos, no interior de São Paulo, foi afastado do cargo por decisão judicial. A medida atende a um pedido da Polícia Civil, que apura suspeitas de peculato e lavagem de dinheiro.
As investigações centram-se na arrecadação da 56ª Fapi (Feira Agropecuária e Industrial) de Ourinhos. O juiz da Vara Regional das Garantias de Bauru entendeu que há elementos concretos que indicam a participação do parlamentar nos crimes, citando riscos à ordem pública e ao andamento das investigações.
Além do afastamento do mandato, João Vitor está proibido de assumir cargos de confiança ou em comissão na Prefeitura de Ourinhos. Conforme informado pela Câmara Municipal, o vereador já foi notificado e não exerce mais suas funções. As investigações prosseguem sob sigilo judicial, conforme divulgou o g1.
Investigação sobre desvios na Fapi avança com afastamento de vereador
A Polícia Civil investiga o vereador João Vitor Gonçalves da Silva por suspeitas de envolvimento em um esquema de desvio de dinheiro público. O foco são os recursos arrecadados durante a Feira Agropecuária e Industrial de Ourinhos (Fapi). A Justiça acatou o pedido de afastamento para garantir a integridade das investigações.
A decisão judicial também impede que o vereador ocupe qualquer função comissionada na administração municipal, reforçando o distanciamento dele das estruturas de poder que poderiam ser utilizadas para interferir no processo. A Câmara Municipal de Ourinhos já confirmou o cumprimento da ordem.
O caso ganhou destaque após a Polícia Civil apreender, em abril deste ano, um carro e R$ 5 mil em dinheiro vivo pertencentes ao vereador. A ação foi parte de uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro, motivada pela aquisição de bens de alto valor.
Vereador já teve bens apreendidos e alega inocência
Em abril, a Polícia Civil já havia realizado uma operação que resultou na apreensão de um carro e R$ 5 mil em dinheiro com o vereador João Vitor Gonçalves da Silva. Na época, o parlamentar se manifestou, afirmando que a investigação se baseava em uma denúncia anônima. Ele declarou que provaria sua inocência e criticou a apreensão do veículo.
“Respeito a Polícia Civil, mas foi totalmente desnecessária a apreensão do meu veículo durante a sessão da Câmara. Não tenho nada a esconder, não tenho patrimônio substancial e por isso acredito que essa denúncia será arquivada”, disse o vereador ao g1 na ocasião. A defesa do parlamentar foi contatada, mas não retornou os contatos até a última atualização.
Suspeitas de peculato e lavagem de dinheiro em Ourinhos
As suspeitas recaem sobre os crimes de peculato, que é o desvio de dinheiro público por funcionário público, e lavagem de dinheiro, que consiste em dissimular a origem ilícita de bens e valores. A investigação aponta para irregularidades na gestão financeira da Fapi, um dos eventos mais importantes da cidade.
O juiz responsável pela decisão ressaltou a existência de elementos concretos que ligam o vereador aos crimes investigados. A preocupação com a ordem pública e a necessidade de não prejudicar o andamento das investigações foram fatores determinantes para o afastamento.
Investigações continuam sob sigilo
A Polícia Civil segue com as apurações sobre os desvios na arrecadação da Fapi, mas os detalhes da investigação estão sob sigilo judicial. A expectativa é que novas informações surjam à medida que o processo avança e a Justiça tenha acesso a mais provas concretas sobre o caso.
O afastamento do vereador João Vitor Gonçalves da Silva é um desdobramento significativo nas investigações e demonstra a seriedade com que a Justiça trata as denúncias de corrupção. A população de Ourinhos aguarda o desfecho do caso.