Onça-pintada morre após ser atropelada em rodovia do Pantanal, vídeo com animal ferido revolta a web

Um vídeo chocante divulgado pelo biólogo Gustavo Figueirôa mostra o triste momento em que uma onça-pintada, após ser atropelada na BR-262, se arrasta em busca de socorro. O animal, encontrado sem vida em seguida, levanta um alerta sobre a segurança da fauna em uma das regiões mais ricas em biodiversidade do Brasil.

O incidente ocorreu em um trecho da rodovia que corta o Pantanal, entre Miranda e Corumbá, em Mato Grosso do Sul. A BR-262 é historicamente conhecida pelo alto índice de atropelamentos de animais, um problema recorrente que afeta diversas espécies, incluindo grandes felinos.

O caso reacende o debate sobre a necessidade de medidas eficazes para a proteção da vida selvagem em rodovias. A Rede de Proteção e Conservação da Onça-Pintada (Reprocon) e a Polícia Militar Ambiental (PMA) atuaram no local, coletando material genético valioso para um biobanco, mas a perda do animal é um golpe para a conservação.

A triste realidade da BR-262 e o drama da onça-pintada

A Polícia Militar Ambiental (PMA) informou que a ocorrência foi denunciada por um motorista que avistou o animal ferido às margens da rodovia. Ao chegarem ao local, com o apoio de um veterinário da Reprocon, as equipes constataram que a onça-pintada já estava morta, apresentando claros sinais de atropelamento. O trecho da BR-262 em questão é conhecido por registrar um grande fluxo de animais silvestres, especialmente durante a noite, quando buscam alimento, abrigo e locais para reprodução.

Medidas urgentes para proteger a fauna pantaneira

O biólogo Gustavo Figueirôa, ao compartilhar o vídeo, fez um apelo pela implementação do projeto de lei 466 de 2015. Este projeto visa a criação de passagens de fauna, a instalação de cercas em áreas críticas e o monitoramento constante em rodovias por todo o país. A iniciativa busca mitigar o impacto do tráfego de veículos na vida selvagem, um problema que se agrava a cada ano. A PMA reforça a importância de os motoristas reduzirem a velocidade e dirigirem com mais atenção, especialmente em áreas de mata.

Um rastro de tragédias na estrada

Os atropelamentos de fauna na região da BR-262 não são casos isolados. Ao longo do tempo, a rodovia já foi palco de atropelamentos de diversas espécies, como onças, jaguatiricas, tatus-canastra, antas e capivaras. O Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) aponta que este trecho da BR-262, que conecta Campo Grande ao Pantanal, está entre os que registram o maior número de atropelamentos de fauna no Brasil. As autoridades recomendam que, ao encontrar animais feridos ou em perigo nas margens da rodovia, a população acione o número 190 ou entre em contato com a sede da PMA.

Esperança em obras de infraestrutura

Em um esforço para combater essa triste estatística, em dezembro de 2025, foram iniciadas as instalações de cercas em trechos da BR-262. Esta medida faz parte de um plano abrangente para a redução de atropelamentos de fauna silvestre em aproximadamente 278 quilômetros da rodovia, abrangendo os municípios de Anastácio, Aquidauana, Miranda e Corumbá. A expectativa é que essas obras tragam um alívio significativo e protejam a rica biodiversidade do Pantanal.

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