O caso que chocou a cidade de Tatuí, no interior de São Paulo, onde um jovem foi brutalmente assassinado para ter seu videogame roubado, terá um novo capítulo nesta quarta-feira (15). Jonathan Aparecido Santos, de 21 anos, será levado a júri popular sob a acusação de matar Matheus Henrique de Campos, de 19 anos, e ocultar seu corpo.

A previsão é que o julgamento tenha início às 13h, no Fórum da cidade. A sessão é aberta ao público, mas com restrições de entrada, como a proibição de celulares. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) informou que nove testemunhas deverão depor, além do interrogatório do réu.

A mãe de Matheus, Flaviana Campos Camargo, compartilhou a imensa dor e angústia que vive desde o desaparecimento e morte do filho. Ela expressou a necessidade de lutar por justiça, buscando um pouco de paz para a família após o crime bárbaro. Conforme relatado ao g1, a mãe afirmou que o acusado e seu filho se tornaram amigos ao compartilharem o trajeto diário em um ponto de ônibus. Ela destacou que Jonathan nunca demonstrou atitudes suspeitas em relação a Matheus, e que chegou a conviver com a família da vítima, inclusive revendo o acusado em uma audiência online em outubro do ano passado.

Crime bárbaro e premeditado chocou a família

Matheus Henrique de Campos desapareceu no dia 12 de maio de 2025, após sair de casa, no bairro San Marino, com a intenção de vender seu videogame. Seu corpo foi encontrado uma semana depois, no dia 19, em uma área de mata. Jonathan Aparecido Santos confessou o crime e foi preso logo em seguida.

A investigação policial apontou que o acusado atraiu Matheus para um loteamento desabitado com a promessa de comprar o videogame. No local, ele cometeu o homicídio e escondeu o corpo. O videogame e o celular da vítima foram roubados e posteriormente trocados em uma loja no centro da cidade.

Acusado usou amizade para atrair a vítima

O delegado Arthur Bariani explicou que Jonathan e Matheus eram amigos há cerca de um ano. “O Jonathan usou a desculpa de querer comprar o videogame do Matheus para atrair ele até uma área próxima a uma zona de mata e, ali, praticar o homicídio”, afirmou. A Polícia Civil iniciou a investigação após indícios de que Jonathan foi a última pessoa a conversar com a vítima, além de estar ajudando a família na busca.

O delegado ressaltou a frieza e premeditação do acusado. “Ele ainda tentou mentir duas vezes contando umas histórias nada a ver. Ele é frio e premeditou tudo. Levou faca, luvas cirúrgicas, escolheu o local, inventou história”, disse Bariani. A mãe de Matheus destacou que o filho tinha muitos sonhos para o futuro, como estudar e mudar de cidade, planos que foram brutalmente interrompidos pelo crime.

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