Polícia investiga agressões e humilhação contra menor internado no Degase após caso de estupro coletivo

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está conduzindo uma investigação sobre supostas agressões e humilhações sofridas por um adolescente internado em uma unidade socioeducativa do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). O menor, que responde por um caso de estupro coletivo em Copacabana, alega ter sido vítima de um professor e de outro interno.

O caso ganhou destaque após o próprio adolescente relatar, em março, que um professor teria exposto detalhes do crime pelo qual ele foi apreendido durante uma aula. Posteriormente, em abril, a Vara da Infância e Juventude determinou sua internação em uma unidade do sistema socioeducativo fluminense.

As informações foram confirmadas pela direção do Centro de Socioeducação Aeroporto Dom Bosco (Cense Dom Bosco), na Ilha do Governador, que ouviu outros menores internados. Em decorrência dos relatos, houve um reforço na vigilância e no acompanhamento do adolescente dentro da unidade. Conforme apurado pela 37ª DP (Ilha do Governador), o adolescente também alega ter sido agredido com socos no rosto por outro interno no dia 29 de maio, durante uma discussão. O inquérito referente a essa agressão foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude.

Adolescente envolvido em múltiplos casos sob investigação

O adolescente em questão está sendo investigado em outros casos. Um deles chegou ao Ministério Público e foi encaminhado à Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV). Neste caso, uma menor de idade alega ter tido relações sexuais consentidas com ele, na presença de outros jovens em um apartamento. No entanto, a Polícia Civil apura se um colega do adolescente teria printado fotos da relação sexual e as divulgado para amigos, configurando crime de divulgação de cena de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente.

Decisão judicial e gravidade dos crimes

Em abril deste ano, a juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e Juventude, determinou a internação do adolescente. A decisão judicial considerou a gravidade da conduta, pois o adolescente teria planejado uma emboscada contra a vítima, com quem mantinha um relacionamento afetivo. A medida de internação, sem possibilidade de saídas externas, foi estabelecida inicialmente por seis meses, visando a responsabilização e a recuperação do jovem.

Outros envolvidos e desdobramentos legais

No primeiro caso de estupro coletivo em Copacabana, quatro adultos já estão presos e respondem na Justiça. Mattheus, João Gabriel Xavier Bertho, Vitor Hugo Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti foram indiciados e denunciados por estupro coletivo qualificado e cárcere privado. A Polícia Civil concluiu, em 15 de junho, que o mesmo adolescente, juntamente com Mattheus Veríssimo Zoel Martins e Gabriel Oliveira Palmieri, estupraram outra menina, na época com 14 anos.

Procurada, a defesa do menor de idade informou que não pode se manifestar sobre os casos devido ao sigilo que os envolve.

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