Roberto Higa, lendário fotojornalista que imortalizou a história de Mato Grosso do Sul, volta a lutar contra o câncer. Aos 75 anos, o profissional, conhecido por seu olhar apurado e por registrar momentos cruciais do estado, enfrenta um novo desafio de saúde. A família divulgou um comunicado emocionante sobre a progressão da doença, informando que o tratamento com intenção de cura não é mais possível.

A notícia traz um misto de tristeza e admiração pela resiliência de Higa. O fotojornalista, que já havia lutado contra um câncer de garganta e celebrado o fim do tratamento em 2025, agora seguirá em cuidados paliativos. A filha Mary Higa explicou que o foco será no conforto, dignidade e amor, celebrando a vida e as memórias construídas ao longo de décadas.

Roberto Higa, que também convive com o Alzheimer, nasceu em Campo Grande em 1951, testemunhando o desenvolvimento de sua cidade natal e a criação do estado de Mato Grosso do Sul em 1977. Sua carreira de mais de cinco décadas no fotojornalismo é um legado visual para o estado, capturando desde a construção de edifícios emblemáticos até a transformação de paisagens urbanas.

Conforme informação divulgada pela família nas redes sociais, o câncer de garganta de Roberto Higa, diagnosticado em 2024, retornou e não há mais possibilidade de tratamento curativo. A família comunicou que Higa receberá cuidados paliativos. “A cura que buscamos nesse momento está nos abraços, nas palavras, nas memórias, na presença e no carinho de todos que caminham conosco”, declarou Mary Higa, filha do fotojornalista, em uma publicação que emocionou muitos.

A filha de Higa ressaltou a força e a gratidão que sempre marcaram a vida do pai. “Sentiremos saudades antes mesmo da despedida, mas escolhemos seguir com a mesma força, resiliência e gratidão que sempre fizeram parte da vida dele”, acrescentou Mary Higa, demonstrando o amor e o apoio familiar.

Roberto Higa iniciou sua trajetória no fotojornalismo ainda na adolescência, aos 16 anos, como office boy em um jornal. Ao longo de sua carreira, ele registrou o surgimento de marcos importantes em Campo Grande. Entre eles, o primeiro shopping center da cidade, o Parque das Nações Indígenas e a expansão urbana com o aparecimento de novas casas onde antes existiam chácaras.

O trabalho de Higa é um **registro histórico valioso** para Mato Grosso do Sul. Suas fotografias capturaram a essência de uma época, documentando o crescimento e as transformações da capital e do estado. A notícia de seu novo quadro de saúde gerou comoção, mas também reforçou o **imenso carinho e respeito** que o fotojornalista conquistou ao longo de sua vida e carreira.

A família Higa tem compartilhado atualizações e recebido uma **onda de apoio e mensagens de carinho** de amigos, colegas e admiradores. A força e a dignidade com que Roberto Higa e sua família enfrentam este momento são um exemplo de **resiliência e amor**. A comunidade de Mato Grosso do Sul se une em orações e desejos de conforto para Roberto Higa e seus entes queridos. O legado de Roberto Higa, o **fotojornalista que viu MS nascer**, continua vivo em suas imagens e na memória de todos que foram tocados por sua obra e por sua história de vida. O foco agora é em proporcionar o **máximo de conforto e paz** para o veterano do fotojornalismo.

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